5 ecopistas para explorar de bicicleta em Portugal

Pedalar na estrada tem um custo que raramente se diz em voz alta. Quem anda de bicicleta passa uma parte da atenção a ouvir os carros que vêm atrás. Para quem está a começar, para famílias com crianças ou para quem voltou à bicicleta depois de muitos anos, essa tensão é muitas vezes o que faz desistir.

Em resumo

Cinco das melhores ecopistas para explorar de bicicleta em Portugal são a Ecopista do Dão, a do Tâmega, a do Rio Minho, a de Guimarães a Fafe e a Ecovia do Litoral, no Algarve. Vão de cerca de 15 a mais de 200 quilómetros. As quatro primeiras fazem-se com qualquer bicicleta em bom estado, sem preparação física especial.

Ecopista pavimentada numa antiga linha de comboio entre pinhal e vinha, com uma antiga estação de pedra
Construídas sobre antigas linhas de comboio, as ecopistas têm inclinações suaves e não têm trânsito.

As ecopistas resolvem precisamente isso. Construídas sobre antigas linhas de comboio, têm inclinações suaves, porque um comboio não sobe rampas fortes, e estão separadas do trânsito. O resultado são dezenas de quilómetros onde a única preocupação é o ritmo e a paisagem.

Ecopista do Dão: 49 quilómetros a começar em Viseu

Com 49,2 quilómetros entre Viseu e Santa Comba Dão, passando por Tondela, a Ecopista do Dão é uma das mais longas do país. Segue a antiga Linha do Dão por pinhal, vinha e pequenas aldeias, com antigas estações recuperadas pelo caminho, como a de Torredeita, e um túnel de cerca de 200 metros.

O piso é pavimentado em toda a extensão, com uma cor diferente em cada concelho. O perfil sobe ligeiramente de Santa Comba Dão para Viseu, sem subidas significativas. Quem quer um dia fácil começa em Viseu e faz o percurso em ligeira descida.

Ida e volta são quase 100 quilómetros. Para a maioria das pessoas, faz mais sentido fazer um sentido e organizar o regresso, ou escolher um troço de 20 a 30 quilómetros e voltar pelo mesmo caminho. Para quem mora em Viseu, é o melhor campo de treino que existe à porta de casa.

Ecopista do Tâmega: o rio sempre ao lado

Entre Amarante e Arco de Baúlhe, a Ecopista do Tâmega tem cerca de 39 quilómetros ao longo da antiga Linha do Tâmega. Segue a margem direita do rio e passa pelo Viaduto de Matamá e pelo Túnel de Gatão.

É uma das ecopistas com mais variedade de paisagem num percurso de dimensão média. A partida em Amarante permite juntar a pedalada a uma visita à cidade, o que a torna uma boa escolha para um fim de semana.

Ecopista do Rio Minho: plana e perfeita para começar

Entre Valença e Monção, a Ecopista do Rio Minho tem entre 17 e 20 quilómetros, conforme a fonte, e segue a margem do rio com Espanha do outro lado. É praticamente plana e bem sinalizada.

Em Monção, continua pela Ecovia do Rio Minho, concluída em 2024, que segue rio acima e liga à ecovia ribeirinha de Melgaço. Quem quiser fazer mais quilómetros tem por onde continuar.

É a ecopista mais indicada para famílias com crianças ou para quem está a experimentar a bicicleta como passeio. Se estiveres a pensar numa bicicleta para os mais novos, vê a gama criança e júnior.

Adulto e duas crianças de capacete a pedalar numa ciclovia plana junto a um rio
Plana, sinalizada e sem carros: a ecopista do Rio Minho é a melhor para começar em família.

Guimarães a Fafe: a ecopista para quem tem pouco tempo

A ecopista da antiga linha de Guimarães tem cerca de 14 a 15 quilómetros entre Mesão Frio, em Guimarães, e Fafe. É a mais curta desta lista e a mais fácil de integrar numa rotina, pela proximidade a zonas urbanas.

O perfil é suave, típico de uma antiga via-férrea, com uma rampa mais acentuada junto a Mesão Frio. É um bom treino de fim de tarde e uma forma de testar se uma bicicleta elétrica ou de turismo faz sentido para ti antes de planear percursos maiores.

Ecovia do Litoral: o Algarve inteiro, de ponta a ponta

A Ecovia do Litoral atravessa o Algarve do Cabo de São Vicente a Vila Real de Santo António, em cerca de 214 quilómetros divididos em cinco secções, e faz parte da rota europeia EuroVelo 1. Ao contrário das outras, não é uma antiga linha de comboio: combina ciclovias, caminhos rurais e troços paralelos à EN125.

É a mais exigente em planeamento. Com troços tão diferentes, o piso varia bastante e a sinalização nem sempre é contínua. Pede uma bicicleta mais versátil, como uma gravel ou uma e-touring, e é melhor feita em vários dias, fora dos meses de maior calor.

Bicicletas para ecopistas, na Dinâmica

E-bike de turismo com motor Bosch, guarda-lamas e porta-bagagens. Com uma carga faz a maior parte da Ecopista do Dão; para ida e volta, conta com o modo eco e guarda bateria para o regresso.

Bicicleta júnior de roda 24 com travões de disco, para os mais novos acompanharem os adultos nas ecopistas planas.

Antes de pedalar: o que confirmar

“A minha bicicleta não é para isto” quase nunca é verdade

É a dúvida mais comum de quem nunca fez uma ecopista. A resposta, na maior parte dos casos, é que qualquer bicicleta em bom estado serve. As inclinações são suaves e o piso das ecopistas desta lista é, na sua maioria, pavimentado.

O que limita não é o tipo de bicicleta. São os pneus muito finos em troços de terra, a posição de condução demasiado agressiva para duas ou três horas seguidas e a falta de manutenção. Uma bicicleta de estrada com pneus finos sofre em partes da Ecovia do Litoral. Uma bicicleta de turismo com travões gastos sofre em qualquer lado.

Na prática, antes de trocar de bicicleta, vale a pena rever a que já tens. Se a quiseres trocar, o guia para escolher a bicicleta ideal ajuda a perceber qual se adapta ao que queres fazer.

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